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terça-feira, 25 de outubro de 2011

ONG britânica dá apoio a pessoas que perderam irmãos gêmeos


Para uma psicoterapeuta britânica, o luto vivenciado por uma pessoa que perdeu um irmão gêmeo é muito particular. Tanto que, para apoiar pessoas que sofrem com esse problema, Joan Woodward criou uma organização que oferece apoio psicológico a elas.
A ONG Lone Twin Network foi fundada depois que Woodward, que perdeu a irmã gêmea aos 3 anos, convidou pessoas que haviam passado pela mesma experiência a responder um questionário relatando suas experiências.
Joan Woodward (Foto: BBC)Joan Woodward (Foto: BBC)
Com base em depoimentos de 216 pessoas, coletados nos anos 1980, ela publicou um estudo sobre o tema.
Woodward também é autora de um livro sobre o assunto: 'The Lone Twin: Understanding Twin Bereavement and Loss' (em tradução livre, 'O gêmeo solitário: entendendo o luto e a perda de um gêmeo').
As gêmeas Woodward na infância (Foto: Arquivo pessoal)As gêmeas Woodward na
infância (Foto: Arquivo pessoal)
Incompletude
Em entrevista à BBC, a psicoterapeuta disse acreditar que no seu próprio caso, por exemplo, a perda da irmã, apesar da pouca idade, teve um efeito profundo e duradouro.
'Não há dúvida de que isso produziu níveis extremos de ansiedade, e de que eu me sentia muito solitária.'
'Encontrei muitos gêmeos (que perderam irmãos e eles descrevem) uma sensação de que algo está faltando, algo que deveria estar lá e não está.'
Woodward disse que essas pessoas passam o resto de suas vidas buscando vivenciar novamente aquele tipo de proximidade que sentiram com o gêmeo.
'E o mais difícil é que você anseia por achar aquela proximidade de novo, mas ela nunca está disponível.'
Em suas entrevistas, Woodward conversou com pessoas que perderam gêmeos em diferentes fases da vida: ao nascer, na infância e na idade adulta.
'Muitos se surpreendem com o quanto uma pessoa que perdeu o gêmeo ao nascer pode ser afetada pela experiência', explicou.
Segundo a psicóloga, as evidências demonstram que o que realmente importa para os gêmeos é a resposta dos pais àquela perda.
'Para as mães, essa experiência agonizante de ter dois filhos, um morto e o outro vivo, é muito traumática e dolorosa.'
'Uma parte de você adora (um dos bebês) e se sente feliz, outra está de luto e desesperadamente triste.'
Depoimentos
Depois de ouvir as experiências de outros gêmeos, Woodward decidiu criar um grupo de ajuda a pessoas na mesma situação.
No site da organização, alguns dos membros tentam colocar em palavras - muitos, pela primeira vez - o que significa a perda de um irmão ou irmã gêmea.
Num deles, um homem com cerca de 60 anos cuja irmã gêmea morreu ao nascer diz:
'Durante aqueles dois primeiros anos, eu chorei - assim me contam - mantendo todos à minha volta acordados'. (...) '46 anos, 157 dias, duas horas e meia mais tarde, a morte de minha irmã gêmea ainda me consome. (...) Fiz a minha estreia no mundo como um assassino - diz a lenda. Isso eu sei não ser verdade. O corpo físico de minha irmâ morreu no nascimento, mas ela sempre foi parte de mim. Brincamos juntos quando crianças, falamos e compartilhamos muitas coisas. Vivemos como (se fôssemos) um'.
Outra integrante do grupo fala da morte do irmão Arnold, já adulto.
'Faz 15 anos desde que Arnie morreu e ainda me sinto tão machucada. (...) Ele era meu amigo, minha alma gêmea, parte de mim. (...) Quando você tem um gêmeo, de certa forma há uma aceitação completa de que ele é uma parte de você. E essa parte hoje está faltando'.
A ONG Lone Twin Network conta hoje com cerca de 600 membros. Eles se reúnem duas vezes por ano para compartilhar suas experiências e também podem contactar uns aos outros, se tiverem interesse.
'Não é um grupo de terapia', explicou Woodward. 'É o que os gêmeos podem oferecer uns aos outros, ouvindo e compreendendo as experiências uns dos outros.'

Vóvó safadinha

ustiça determina que cachorro more em condomínio de Ribeirão Preto

Uma liminar concedida pela Justiça de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, garantiu a permanência de um cachorro em um condomínio da cidade. O cão, conhecido como Fred, foi considerado um animal comunitário, que não tem um dono definido. Caso o cachorro seja expulso do local, o condomínio terá que pagar uma multa diária de R$ 200.
Reportagem sobre o caso foi publicada na edição desta terça (25) do jornal "Folha de S.Paulo". O cachorro apareceu no condomínio, localizado no bairro Jardim Independência, em janeiro deste ano. Segundo Eliana Grizola, uma policial moradora do local, as crianças do condomínio logo adotaram o cão e o batizaram de Fred. Alguns condôminos, como Eliana, passaram a dar comida a ele. "Quando ia dar volta com meu cachorrinho, levava comida para o Fred. Fui pegando amor e comecei e ver como ele estava todo dia. Sabe como é, existe antes e depois de um cachorro."
Conflitos entre condôminos
De acordo com Luís Otávio Dalto de Moraes, advogado do condomínio, quando o animal começou a frequentar mais o residencial, no entanto, surgiram problemas entre os moradores. “Algumas pessoas começaram a cuidar dele, mas outros condôminos começaram a fazer registros de ataques e de ameaças por parte do cachorro”, conta.
Assim, um dos funcionários do condomínio tentou levar o cachorro para sua casa, mas ele acabou voltando. Fred desapareceu do local outras duas vezes. Segundo Eliana Grizola, porém, ele sempre voltava. "Ele já se acostumou a ficar aqui, já é a casa dele". Para evitar que alguém o maltratasse, Eliana e outros moradores tentaram levar o cão para morar dentro do apartamento, mas, segundo a policial, ele não conseguia se acostumar e sempre queria voltar para onde as crianças ficam brincando, no térreo dos prédios.
Diante da situação, Eliana entrou com uma ação para impedir a retirada do animal do lugar, baseada na Lei do Cão Comunitário. Sancionada em 2008 em São Paulo, a legislação compreende como “comunitário” o cachorro que estabelece laços de dependência e de manutenção com a comunidade em que vive, embora não possua responsável único e definido.
Assim, apesar de não ser a dona de Fred, Eliana se comprometeu a ser a cuidadora oficial dele, prestando atenção às vacinas que ele deve tomar, entre outros cuidados. A decisão da 4ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do município foi a favor dos defensores de Fred e determinou uma multa diária por dia de desaparecimento do cachorro, paga a uma ONG de proteção animal.
Segundo condomínio, o problema não é a permanência do animal (Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)Condomínio diz que não é contra permanência do
animal (Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)
Defesa
De acordo com Luís Otávio Dalto de Moraes, apesar da natureza da liminar, o condomínio não é contra a permanência do animal no local. “O problema é que não havia uma pessoa responsável pelo animal. Todos os moradores lá têm que recolher as fezes do cachorro, cuidar para que ele não ataque as pessoas, e nesse caso o cachorro não estava com acompanhamento”, diz. Segundo Moraes, o animal vive solto pelo espaço comum do condomínio.
O advogado diz que vai recorrer da decisão para que Eliana Grizola “se responsabilize a cumprir as regras do condomínio, [como] manter ele dentro do apartamento, não circular sem coleira, entre outras regras”.

MEC divulga gabarito oficial do Enem


São quatro provas de múltipla escolha, com 45 questões cada.
Cerca de 4 milhões de estudantes fizeram o exame nos dias 22 e 23.

O Ministério da Educação (MEC) divulgou, na tarde desta terça-feira (25), o gabarito oficial da edição 2011 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado neste sábado (22) e domingo (23). Os documentos estão disponíveis para download no site do Enem.
Na segunda-feira (24), o Inep havia divulgado os cadernos de provas utilizados pelos candidatos, divididos por cor.