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sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Europa lança satélites de navegação na Guiana Francesa
O foguete russo Soyuz decolou da Guiana Francesa nesta sexta-feira (21) levando os primeiros dois satélites do sistema europeu de posicionamento global, o Galileo.
A missão, muito aguardada, deve redesenhar a competição comercial no espaço. Quando estiver plenamente operacional ainda nesta década, o sistema Galileo tem como objetivo dar autonomia aos europeus em relação ao Sistema de Posicionamento Global (GPS) controlado pelo governo dos EUA.
O lançamento realizado da base espacial europeia na América do Sul foi o primeiro do Soyuz a partir de uma base fora do território da ex-União Soviética. O foguete viajou pela primeira vez em 1966 e tem suas raízes no período dos primeiros mísseis balísticos intercontinentais.
O foguete decolou de uma base próximo de Kourou, na Guiana Francesa, na América do Sul. De acordo com os planos, os satélites do Galileo se separariam do foguete quatro horas depois. Fortes chuvas não tiveram impacto na operação.
'Tudo correu bem', disse Jean-Yves Le Gall, presidente da empresa de lançamento de foguetes Arianespace, em comunicado após o lançamento.
A decolagem, conclusão de mais de uma década de planejamento, estava prevista para quinta-feira, mas foi adiada em 24 horas depois que um vazamento em uma válvula foi detectado no sistema de abastecimento de combustível.
O comissário da UE responsável pela política industrial e espacial, Antonio Tajani, disse que uma nova proposta seria anunciada nesta sexta-feira para seis ou oito satélites do grupo Galileo.
Ao invés de construir um novo foguete, a Europa decidiu erguer uma plataforma de lançamento de US$ 467 milhões para o Soyuz na base da Guiana Francesa, de onde já lança seus foguetes da família Ariane.
A França cobriu mais de 80% dos custos de construção e todos os 70 milhões de euros em custos adicionais.
Em troca, a Agência Espacial Estatal Russa (Roscomos) receberá dezenas de milhões de euros por cada foguete que for construído e enviado ao Centro Espacial Samara.
Orlando Silva diz que preparou para Dilma relatório sobre 'mentiras'
O ministro do Esporte, Orlando Silva, afirmou nesta sexta-feira (21), por meio de seu microblog no Twitter, que preparou um relatório sobre as acusações publicadas pela imprensa durante a semana, as quais ele classificou como "mentiras".
Ao responder uma indagação sobre se teria audiência marcada com a presidente Dilma Rousseff nesta sexta, Orlando Silva disse: "Não [tenho audiência marcada]. Mas preparei um relatório com mentiras publicadas desde [o] fim de semana. Impressiona tantos ataques sem qualquer prova."
"Mais um dia e nenhuma prova contra mim foi apresentada. Não serão, porque não existem provas, não existem fatos. É tudo mentira", disse ele em outro post.
Na noite de quinta (20), em entrevista ao Jornal da Globo, Orlando Silva disse que está pronto para dar todas as explicações à presidente. Ele reafirmou que não há provas contra ele.

A presidente Dilma Rousseff chegou na noite desta quinta da África e foi direto para o Palácio da Alvorada. Logo em seguida, chegaram os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, da Articulação Política, Ideli Salvatti, e da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, mais o secretário-geral da presidência, Gilberto Carvalho.
Já o ministro Orlando Silva permaneceu no ministério reunido com a equipe dele. Há expectativa é de que um encontro entre ele e a presidente ocorra nesta sexta.
Denúncias
João Dias Ferreira é o pivô das denúncias contra Orlando Silva, publicadas em reportagem da revista "Veja" do último fim de semana. Em entrevista, ele disse que o ministro teria recebido um pacote com notas de R$ 50 e R$ 100 na garagem do ministério.
João Dias Ferreira é o pivô das denúncias contra Orlando Silva, publicadas em reportagem da revista "Veja" do último fim de semana. Em entrevista, ele disse que o ministro teria recebido um pacote com notas de R$ 50 e R$ 100 na garagem do ministério.
O policial foi preso no ano passado na Operação Shaolin, deflagrada pela Polícia Civil do DF para investigar fraudes no programa Segundo Tempo, destinado a promover o esporte em comunidades carentes. As ONGs de João Dias, relacionadas ao kung-fu, são suspeitas de desviar verba de convênios assinados com o Ministério do Esporte.
A Controladoria-Geral da União pede a devolução de mais de R$ 4 milhões repassados pelo Ministério do Esporte a entidades de João Dias.
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